Para Quem Come

Fotografia: Samuel Antonini
Comida boa não tem rótulos. Somos plurais e juntamos diferentes perfis de produtores e propostas em relação à comida. Nossas feiras são a plataforma para muitos expandirem seus horizontes, experimentarem novos sabores e celebrar uma nova relação com a comida.
Acreditamos que para comer bem precisamos saber de onde vem a comida e quem são os produtores. Nossas plataformas valorizam o elo humano dentro da cadeia alimentar. Queremos que você conheça melhor quem faz, na feira, no site ou pelo conteúdo da nossa Revista e mídias sociais.
Juntamos pequenos produtores dedicados à comida local e justa. Seja no campo ou na cidade, é a preocupação com a natureza e a qualidade de ingredientes que garante comida de qualidade.
As feiras da Junta são o ponto de encontro de uma comunidade que se mobiliza em torno da comida. Queremos ocupar o espaço público de forma festiva em torno de um bem comum: a comida local e justa.
A comida nos conecta a tudo e é ferramenta de mudança. Queremos instigar nossa comunidade a fazer parte de um movimento muito mais amplo em prol da comida.
Ao encurtar a cadeia alimentar e pensar em plataformas de baixo custo, criamos as condições para que o acesso à comida boa se democratize. Colocamos o pequeno produtor no centro da cadeia para que o dinheiro circule na economia local e vá para o bolso de quem realmente faz. O preço é justo quando não se traduz em prejuízos para quem faz, nem em prejuízos para o meio-ambiente e a sociedade.
Comida fresca e sem a necessidade de porcarias depende do respeito às particularidades de cada local e das estações. Na Junta Local damos sempre preferência a produtores que estão integrados aos ciclos da natureza.

Para Quem Faz

Fotografia: Samuel Antonini
Ao juntar produtores apaixonados por comida e inovadores, criamos uma comunidade que pensa junto e se ajuda na missão de produzir e facilitar o acesso à comida local e justa.
Na Junta Local o pequeno agricultor é tão importante quando o chef renomado. Queremos mostrar a história de cada um e fazer com que todos trabalhem juntos e sejam valorizados.
Nossas plataformas são construídas de forma colaborativa, contando com a participação de produtores em todas as etapas. Os produtores são os norteadores das nossas decisões, e dessa forma convergimos demandas e coletivizamos soluções.
Interaja com outros produtores, especialistas e conte com nosso boca-a-boca (e nossas bocas) para ajudar a desenvolver e divulgar seus produtos.
Ajudamos quem faz a se aproximar de quem come de forma dinâmica e com baixo custo. Com a Sacola Virtual alcançamos de forma conveniente e constante diferentes bairros. Na feira, o produtor pode interagir diretamente com o público e outros produtores. Somos criativos e dinâmicos. Estamos repensando o sistema alimentar de baixo para cima para o produtor receber mais, você pagar menos e reduzirmos o desperdício alimentar.

Quer ser um produtor da Junta Local? Clique aqui.

Quem Somos

Nossa Missão
Fotografia: Samuel Antonini

Por que é tão difícil comer produtos bons e frescos que não custem uma fortuna? Por que não comemos uma variedade maior de produtos? Por que as pessoas que produzem nossa comida são praticamente invisíveis e recebem tão pouco pelo seu trabalho? Por que não valorizamos mais o que é cultivado e produzido perto de nós? Por que não existe uma feira vibrante na nossa cidade? A comida é um assunto muito complexo e é preciso ir além dos rótulos, como orgânico, ou da preocupação apenas com a saúde individual.

Estas questões nos inquietavam e resolvemos agir. Motivados pela fome de comida boa e pela convicção de que as pessoas e os valores deveriam estar no centro do sistema alimentar, criamos uma plataforma para facilitar a relação direta entre quem faz e quem come. Criamos uma feira física e uma ferramenta online, a Sacola Virtual, ambas plataformas que permitem conhecer e comprar diretamente de pequenos produtores. No processo de construção delas, fomos conhecendo produtores talentosos e engajados. Descobrimos que a melhor maneira de nos organizar e avançar seria nos tornar uma comunidade em torno da comida de verdade. Chegamos junto.

Nossa principal missão consiste em criar espaços físicos e virtuais para que esta comunidade cresça de forma sustentável. Repensamos a cadeia alimentar, pensamos em formas sustentáveis de valorizar o local e usamos a criatividade para eliminar intermediários, baixar custos e dar voz e vez ao pequeno produtor.

Maior transparência e acesso mais democrático à comida boa, local e justa. Somos pequenos, somos locais e acreditamos que é possível transformar o mundo pela comida.

Por que Junta Local?

+Junta

Juntos e unidos no mesmo lugar somos mais fortes. A plataforma que estamos criando é feita para e com pequenos produtores, de acordo com suas particularidades, e é com a participação deles que nos ajuntamos, para criar duas plataformas – as nossas feiras e a Sacola Virtual, formando uma cadeia alimentar muito mais dinâmica, direta e justa.

+Local

A Junta é Local porque acreditamos que a relação direta com o pequeno produtor e com a comida necessita da proximidade. Criar pontos de encontro na escala do bairro e da cidade. É em torno destes locais, e das pessoas que se cruzam neles, que se constitui uma rede alternativa local, resgatando o contato e o convívio.

Estar perto não se mede apenas em quilômetros. Ser local significa poder ter uma relação direta, sem uma longa cadeia de intermediários entre quem come e quem faz. Para tornar a oferta de produtos mais completa, damos espaços também a produtores que estão fisicamente “longe”, mas que no entanto atuam dentro de escalas menores e locais, e se comprometem a manter o contato direto e transparente com nossa comunidade.

Comida Boa, Local e Justa

Nossa visão sobre a comida

O que é a comida boa? Como devemos comer? Qual é a dieta mais correta? Orgânico, sem glúten, sem açúcar, vegano, paleo? Não damos muita bola para essas definições, o importante é, segundo Michael Pollan, comer comida de verdade, o que significa comer menos porcaria e mais plantas e produtos frescos. Comida não é apenas nutrição, é cultura. O importante é comer com consciência, buscando apoiar as pessoas e reduzir o impacto na natureza.

A Junta Local faz parte desse movimento pela comida de verdade, mas vai além, pensando no contexto em que isso é possível. Precisamos de um sistema alimentar onde exista uma cultura de valorização da cozinha e da comida. Em que quem produz receba um valor justo pelo seu trabalho, e que a natureza seja respeitada, com a utilização de técnicas que preservem o solo e a água, e a redução drástica de resíduos gerados. Para a Junta Local tudo começa com as pessoas.

Um pouco sobre como enxergamos o sistema alimentar

O sistema alimentar é atualmente dominado por megacorporações que investem mais em comodidade, propaganda e "tecnologia" do que em ingredientes de qualidade e práticas agrícolas e culinárias que rendem não só comida mais deliciosa, mas uma relação mais justa com a terra e o produtor. Isso acontece porque a comida tem sido tratada como uma mercadoria e não como direito, identidade e como algo que nos conecta à natureza e ao nosso entorno. Cozinhamos cada vez menos e, consequentemente, continuamos sem refletir muito sobre a origem da comida e o caminho percorrido até ela chegar à nossa mesa.

O resultado é um sistema alimentar que:

  • conta com uma concentração desigual de poder, com grandes corporações dominando o consumo na cidade e no campo;
  • é cada vez menos saudável para o ambiente e para as pessoas: para se adaptar a uma escala de produção e distribuição de amplitude global, torna-se recorrente no campo a monocultura e o uso de pesticidas e organismos geneticamente modificados e na indústria alimentar o uso excessivo de sal, açúcar e gordura no processamento da comida, além do uso de conservantes e preservantes artificiais;
  • produz comida cada vez menos deliciosa, variada e conectada ao clima, solo, estação e tradição;
  • é cada vez menos humano, que incentiva o consumo compulsivo e individual e exacerba a desigualdade social.

Comida não é negócio, é um direito básico e uma forma de expressão cultural. Comida boa e saudável não deveria ser cara e de difícil acesso para o consumidor, nem mais custosa ao produtor. Devolvemos à quem faz e quem come a palavra sobre o que é produzido, de que forma é produzido, e o quanto vale. O preço pago pela comida local deve ser justo com o produtor, reconhecendo sua importância no sistema alimentar, e também justo para quem come, que reconhece o valor da comida e busca saber para onde vai cada centavo que gasta.

A comida deve ser mais acessível para todos. E também ser compartilhada, sendo uma forma de reforçar laços entre as pessoas no âmbito privado, com amigos e famílias, e no âmbito público, gerando cidadania e renovando o espaço coletivo.

Estes princípios já foram reconhecidos até pelo pelo governo brasileiro. É preciso colocá-los em prática.

Leia o Guia Alimentar para a População Brasileira.

A Junta Local acredita na transformação desse cenário ajuntando quem come e quem faz em novos espaços onde comunidade, campo e cozinha se encontram. Parte dessa revolução consiste na compra direta, eliminando intermediários, criando cadeias curtas e empoderando o pequeno produtor. Mas ela vai muito além disso. A revolução depende também da criação de novas práticas de distribuição e logística, comunicação e ocupação urbana. Juntos queremos uma revolução deliciosa para tornar mais acessível a comida boa, local e justa.

Leia os nossos manifestos.

Como a Junta Local se sustenta?

Nos tornamos uma empresa através da incubação no programa Rio Criativo em 2016. Temos como princípio norteador ser uma empresa social e justa. Diferente do que é praticado no mercado de varejo, no qual os produtores recebem menos da metade do valor de prateleira pelo seu produto, na Junta Local pedimos que os produtores contribuam com 17% do que foi vendido. Esse percentual foi definido e aprovado junto a nossas assembleias com os produtores, após outros métodos terem sido testados. Com esse dinheiro pagamos toda a nossa estrutura de feiras, Sacolas Virtuais, comunicação, apoio à comunidade e investimentos no aprimoramento de cada área. Para nos ajudar a fechar as contas, os produtores, através do modelo Ajuntativo, são os nossos investidores e com isso crescemos juntos.

Fotografia: Samuel Antonini

Ajuntados

Estes são os produtores da Junta Local. Cada um passou pelo nosso processo de curadoria e possui um compromisso com os nossos princípios. Eles são os pequenos agricultores, produtores artesanais, fazedores culinários e empreendedores gastronômicos, no campo e na cidade. Os produtores ajuntados contam com uma estrutura de apoio e mobilização coletiva.

Conheça quem faz o que você come e entre em contato direto com eles. Veja agora nossos produtores →

O Modelo Ajuntativo

Mudar o sistema alimentar é um grande desafio! Sozinhos somos pequenos, mas juntos podemos ser grandes! Na Junta Local decidimos nos organizar para encarar o desafio de criar um sistema alimentar local juntos, nos apoiando mutuamente e buscando usar a força do coletivo para traçar caminhos e soluções em comum.

Além do desenvolvimento das nossas plataformas (Feira e Sacola Virtual), a Junta Local, através do seu Modelo Ajuntativo, realiza várias atividades de apoio aos produtores. Os produtores engajam de forma ativa nesse processo, participando dos processos de decisão e contribuindo com ideias e esforço. É o nosso trabalho em comunidade.

Decisões coletivas
O desenvolvimento das plataformas, os desafios dos pequenos produtores e os rumos da Junta Local são debatidos em Assembleias periódicas.
Apoio
Juntos desenvolvemos diversas atividades essenciais para o aprimoramento do trabalho dos produtores, desde de sessões fotográficas profissionais até palestras com especialistas.
Trabalhando Juntos
Dentro da comunidade, existem cinco grupos de trabalho compostos pelos próprios produtores que canalizam as ideias e chegam a soluções: Comunidade, Empreendedorismo, Ética, Resíduos e Sacola Virtual.

Equipe

Bruno Negrão
Cofundador da Junta Local. É jornalista de formação, mas aprendeu boa parte do que sabe na Escola da Chapa Quente localizada na cozinha da Comuna, da qual é idealizador e sócio também. Em virtude de sua generosidade, experiência e sapiência, é conhecido como Tio Bruno. Está sempre testando e elucubrando teorias em prol de uma vida com comida melhor.
Guilherme Cerqueda
Um jovem talento descoberto entre os produtores da Junta Local. Se divide entre viagens sem destinos definidos e as funções na área financeira e administrativa da Junta Local.
Henrique Moraes
Cofundador da Junta Local. Trabalha principalmente nas áreas de design e tecnologia, mas usa seus superpoderes criativos para meter a mão na massa e participar de todos os processos – desde pintar caixotes para as feiras até definir as linhas de código para o sistema –, buscando formas de aprimorar cada etapa das nossas plataformas e inovar nas pequenas coisas. Gosta de fazer experimentos com ginger ale na cozinha, e um dos seus alimentos preferidos é a beterraba.
Lucas da Silva
Mariana Cogliatti
Mari Medeiros
Nathália de Morais
Faz parte da área de design, contribuindo para os processos criativos e comunicação visual da Junta Local. Anda sempre com seu caderno e calendário na bolsa, e possui olhos que detectam os mínimos erros. Se o resultado final ficou bonito e organizado, é claro que passou pelas mãos dela. Faz questão de se alimentar bem, sem abrir mão de um bom doce, é claro. Por sinal, é oficialmente a compradora mais assídua da Sacola Virtual.
Robertha Ribeiro
Com seus 20 e pouquinhos anos a Robertha é a integrante mais nova. Publicitária de formação se descobriu nas palavras e adora conhecer as histórias por trás de tudo. É ela que está sempre com um celular na mão cobrindo nossas feiras, sacolas, produzindo conteúdo e entrevistas.
Samuel Antonini
Este paulista radicado no Rio virou o fotógrafo oficial da Junta Local depois de ser aliciado numa feira em que foi avistado com sofisticada câmera. A história da Junta Local passa por suas lentes.
Thiago Nasser
Cofundador da Junta Local. Foi cientista político e tradutor até descobrir sua verdadeira vocação como animador de feiras. Trabalha na curadoria, apoio a produtores, comunicação e produção de feiras. O megafone é sua principal ferramenta de trabalho. Cozinha para a família sempre que pode e sonha em um dia ter uma horta de quiabo e couve. E até continua pesquisando sobre comida e política.

Nossos Parceiros

Fomos incubados em 2016 pelo Rio Criativo, programa da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro